quarta-feira, 29 de abril de 2015

Desafio de costura histórica: Spencer (1810-18)

Número do desafio: #4: Guerra e paz
Tecido: microgabardine, tricoline
Molde: Do Genesee Country Village Museum, adaptado
Ano da peça: 1810-1818
Materiais utilizados: Gabardine, tricoline, fita de algodão, colchetes, botões, guipir
Quão historicamente correto é?: 65%*
Total de horas para finalização: 15 horas, divididas em alguns dias
Quando utilizou pela primeira vez: 26 de abril, no picnic jane austen
Custo total: cerca de R$30

*Como eu calculo a acuidade histórica: 25% aparência, 25% materiais, 25% técnicas, 25% modelagem


Inspiração:


Principais referências que usei, que vão de 1807 até 1820


Não consigo pensar muito fora da caixinha, então quando vi que o tema era guerra e paz, logo pensei em fazer algo de inspiração militar e os spencer da regência cairiam bem nesse tema. O quadro acima foi minha principal inspiração para a cor, já que eu estava na dúvida se um azul desse tom poderia ser usado; e as peças de museu que estão na foto são as que eu mais me inspirei para definir os detalhes e acabamentos.

Desenho que fiz pra me guiar na hora de fazer o molde, junto dos materiais que escolhi usar


Molde e corte:

Molde, depois de pronto  e o mock-up que fiz a partir dele


Enquanto pesquisava modelos e moldes acabei encontrando esse aqui, que era exatamente o que eu queria fazer! Para escalar o molde para tamanho real achei mais fácil usar uma fita métrica em polegadas e copiar o molde do que fazer um monte de contas para converter polegada em centímetro. O fato de o molde ter gradação ajudou muito. Fiz um mock-up e tive dificuldades nessa parte não só para ir ajustando ao meu tamanho mas na própria modelagem. Pareciam que as peças do molde não encaixavam. Passei horas fazendo ajustes no molde e refazendo partes do mockup.


Costura e acabamentos:



Depois de ter feito o mockup a costura não foi muito complicada...só a gola (sou péssima em golas, rs) que me deu dor de cabeça; tive que refazer duas vezes e ainda assim não ficou bem do jeito que eu queria. Usei técnicas bem semelhantes as usadas na época, me baseando nas imagens do spencer original e nas instruções do molde. Os colchetes, fitas e essa parte da frente foram costuradas à mão inclusive. Só a parte de baixo, na junção do forro com a peça externa que eu resolvi fazer de um jeito que considero mais bonito e não como era feito.


Resultado:









Eu amei o resultado! Apesar de ainda conseguir enxergar alguns erros no caimento (no final das contas a peça não está bem ajustada no tórax) e na costura (principalmente na gola), eu gostei da aparência geral do spencer, principalmente nas costas. É uma peça que pretendo usar muitas vezes ainda, adoro essa versatilidade da regência, de poder montar vários conjuntos com poucas peças. Em breve posto fotos usando esse espencer ^^


Referências:

Estão no final do post, abaixo da versão em Inglês.

English version:
What the item is (and how it is a product of war or a lengthy period of peace: Regency spencer, inspired on military garments
The Challenge: #4: War and peace
Fabric: cotton and gabardine
Pattern: Genesee Country Village Museum, with a lot of changes
Year: 1800-1825
Notions: buttons, hook and eyes, cotton tape
How historically accurate is it? around 65% The notions, fabric and trimming aren't and it is partly machine sew, but it has also a lot of hand sewing and the overall looking is accurate.
Hours to complete: 15 hours, in a few days
First worn: April 26th
Total cost: circa $15


Inspiration:



My main inspiration for the color was that painting, while the museum's spencers inspired me on the details and construction. My main goal was to desing something military-ish and also fashionable.


My drawing


About the pattern and construction:



For this spencer I drafted the pattern based on an extant garment very similar to the one I designed (this one). After the mockup I made several changes so it would fit me and look like I wanted it to look. 



The sewing wasn't that challenging, I only had struggles with the collar (I'm not good on it). The front details (except the trimming) and fastening are made by hand.


Outcome and fitting:







I am really satisfied with the outcome of this project! It fit me well even if it's not a garment that comfy. In another time I'd make it more close to my body and a little more longer. I'm just in love with the back of this spencer.


Referências/sources:


domingo, 19 de abril de 2015

Desafio de costura histórica: Jarreteiras

The Toilette, François Boucher. Detalhe

      Decidi fazer um par de jarreteiras pra mim porque o tema de março do desafio de costura histórica era stashbusting (algo como 'eliminando o estoque'), e os tecidos e aviamentos que eu já tinha em casa não permitiam que eu fizesse algo muito mais elaborado. Como a peça é bem simples, resolvi trazer aqui pro blog em forma de tutorial, com algumas curiosidades sobre as jarreteiras.


História: 

A Ordem da Jarreteira foi criada na Inglaterra durante a era medieval, e seu lema pode ser visto no modelo acima. MFA

       Jarreteiras é uma peça equivalente às cinta-ligas modernas e em inglês são chamadas de garters. Eram tiras de tecido amarradas nas pernas afim de evitar que a meia escorregasse. Elas são usadas por homens desde a era medieval, mas aqui irei focar nas que eram usadas pelas mulheres do século XVIII. Nesse período, a perna passa a ser visto com uma parte do corpo feminino com bastante apelo sexual. Sendo assim, não é difícil encontrar pinturas e ilustrações desse período que retratem mulheres mostrando as meias e jarreteiras. Consequentemente, a jarreteira é uma peça que começa a ficar mais enfeitada.

Modelos e construção: 


Jarreteira francesa, MFA

       Os modelos das jarreteiras variavam bastante, algumas eram só uma fita de cetim (de seda), mas a maioria possuía uma tira de tecido na parte da frente que era bordado com lemas, motivos florais ou geométricos. O bordado algumas vezes era feito com fitas ou fio de prata. As jarreteiras possuíam entre 2,5cm a 5cm de largura. 


O lema diz "Pare aqui, você não pode ir mais longe"

     A partir de 1780, algumas passaram a ter uma espécie de mola na parte de trás, para garantir elasticidade, e ao invés de ser fechada com o laço possuía um fecho em metal. Essas molas continuaram a ser usadas até 1840.


Tutorial: 

      Fazer uma jarreteira pode ser muito simples! É possível costurar à mão inclusive.

    Existem duas opções para replicar uma jarreteira: Bordar algum motivo ou encontrar uma fita bordada. Eu optei pela segunda. Para tanto, é necessário que você observe bem os modelos originais do século XVIII (museus como V&A, Metropolitan e Fine Arts são ótimos sites pra começar a procurar, além disso nessas páginas é possível conferir as medidas e os materiais que foram usados na confecção delas). Os links que eu coloquei nas legendas das imagens e nas referências do post podem ser um ponto de partida para pesquisar modelos. 

Ainda encontram-se fitas bem semelhante a essa em armarinhos. MFA

Exemplo de motivo geométrico. METMuseum

      A fita que eu escolhi foi uma que estava aqui em casa há pelo menos 10 anos. Escolhi essa por ter um floral mais delicado e com ramos (que era comum no século XVIII), além do fato de ela lembrar um bordado feito à mão. A fita que eu usei para amarrar  na perna foi a de tafetá (de poliéster).

      Materiais: 
- Fita  de cetim bordada ou gorgurão 
- Fita de cetim ou tafetá


     Para costurar as fitas, eu optei pela costura francesa, para garantir um melhor acabamento. 







    1- Costure as fitas com o lado externo para cima e depois corte o excesso, deixando uma margem de 0,5cm. 
    2- Depois disso dobre do lado do avesso e costure para cobrir a margem de costura e depois costure novamente na extremidade.

    Caso a explicação e as fotos acima não sejam suficientes, essa ilustração também explica como fazer a costura francesa:


    3- Depois corte um 'triângulo' nas extremidades da fita que irão ser usadas para dar o laço. O corte assim na diagonal (viés) ajuda a evitar que a fita desfie.

Resultado: 



Eu gostei do resultado, considerando que é algo que fiz em menos de 10 minutos, rs. Mas ainda pretendo fazer uma jarreteira bordada, me apaixonei pela ideia de ter uma com algum lema!

Número do desafio: #3 Stashbusting
Tecido: nenhum, usei apenas fitas
Molde: nenhum
Ano da peça: 1700s
Materiais utilizados: Fita bordada, fita de tafetá
Quão historicamente correto é?: 30%*
Total de horas para finalização: menos de 10 minutos
Quando utilizou pela primeira vez: Ainda não usado.
Custo total: zero custo

*Como eu cálculo a acuidade histórica: 25% aparência, 25% materiais, 25% técnicas, 25% modelagem.

Referências: 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Desafio de Costura histórica: Luvas de 1760-1780

Número do desafio: #2 (Azul)
Tecido: brim e cetim
Molde: Usei a do livro Costume Close-up como base e adaptei para o meu tamanho
Ano da peça: 1760-1780s
Materiais utilizados: Brim, cetim, linha para bordado
Quão historicamente correto é?: 60%*
Total de horas para finalização: Aprox. 10 horas
Quando utilizou pela primeira vez: Ainda não usado.
Custo total: R$15 (eu já tinha os tecidos, comprei só os materiais para bordar)

*Como eu cálculo a acuidade histórica: 25% aparência, 25% materiais, 25% técnicas, 25% modelagem.



Inspiração:


O primeiro modelo é 1769 de e o segundo de 1760-1780


    Minhas principais inspirações foram essas duas, a primeira pela combinação de cores  (já que se encaixava no desafio) e a segunda por ter fotos mais detalhadas do bordado. Mas além dessas duas eu procurei outras imagens de luvas do século XVIII para comparar, ver alguns detalhes etc.

Molde e corte:


O molde que usei, que também explicava o bordado

Para os mock-ups eu usei gabardine, que tinha um retalho aqui

    O molde da luva (em inglês chamadas de mitts ou mittens) eu encontrei no Costume Close-up. Na hora de escalar para tamanho real resolvi adaptar pro meu tamanho, mas depois eu vi que não deu certo, ficou apertada demais. Depois usei outro pedaço de tecido pra fazer uma espécie de moulage e então arrumei o molde da forma correta. Ou seja, fiz dois mock-ups pra essa peça. O que me surpreendeu porque achei que seria algo mais simples.

Bordado:


Teste de bordado à máquina e à mão

Esse ponto se chama herringbone


    Eu não sou muito boa em costurar à mão, e não estou acostumada com bordado, então minha primeira ideia foi fazer o bordado na máquina mesmo, e resolvi fazer um teste no meu primeiro mock-up, como dá pra ver na foto acima. Fiquei insatisfeita com o resultado então resolvi fazer o bordado à mão mesmo, e o ponto é surpreendentemente fácil de bordar e me lembrou o ponto cruz, que é o que eu sabia fazer. Consegui bordar tudo mais rápido do que eu esperava, em 5 horas divididas em 3 dias. 

Costura e acabamentos:





    Definitivamente a parte mais simples de todo o processo, rs. Só tive que tomar cuidado pra não costurar por cima do bordado, por isso alfinetei a lateral. Costurei quase tudo na máquina mesmo, só o dedão que fiz à mão. Também usei a costura ziguezague pra dar acabamento.


Resultado Final:






    Eu fiquei bem satisfeita com o resultado final! Me serviu bem. Em relação à imagem que usei como referência, as principais diferenças são o tom  de azul, o tecido usado e o fato de que optei por não fazer a parte da lateral e aquele 'S' na palma, a minha  luva é toda fechada. É uma peça que eu acho que vai ser muito útil caso eu precise usar o meu traje rococó em um dia frio.

Referências:

At the sgn of the golden scissors.
Costume close-up
Fashion throug history
A sartorial statement

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Uma breve história do bolso feminino

 Ou: Onde vou guardar meu celular durante um evento revivalista?

Vamos combinar que as roupas  masculinas acabam sendo mais prática para eventos revivalista, não? Dificilmente a calça ou casaco do sujeito não vai ter um bolso, rs. Agora se você irá usar um vestido as vezes pode ficar perdida ao não saber como carregar seus pertences sem que seja em uma bolsa moderna, que terá que ficar de lado ou então vai descaracterizar o seu traje nas fotos.

Eu gostei de pesquisar apenas sobre uma peça específica, como fiz com o stays nesse post, então resolvi dessa vez pesquisar sobre bolsos e bolsas, apresentando assim algumas alternativas historicamente corretas para carregar celular, carteiras e afins durante eventos revivalistas sem comprometer o visual. O recorte que pesquisei vai da Idade Média até o final da Era Vitoriana, que é o recorte usual dos eventos brasileiros, e foquei no vestuário feminino.

Idade Média:



As pessoas usavam pequenas bolsas que eram penduradas em cintos para carregar documentos, ferramentas ou dinheiro. Elas  eram chamadas de budgets ou male e tinham uma função principalmente funcional, sendo que muitas vezes não eram usadas de forma visível. Para mulheres, era mais frequente colocar  a bolsa por baixo do vestido, deixando-a pendurada na altura do joelho. Algumas bolsas eram fechadas por abas e outras eram pequenas bolsas-saco. Se você quiser ver mais modelos de bolsas medievais pra se inspirar o Pinterest é seu amigo. Recomendo esse e esse painel.

Renascença:



Também eram usadas bolsas presas em cintos, só que mais trabalhados. O cinto podia ser feito com pedras preciosas e as bolsas frequentemente tinham bordados. Alguns exemplares tinham entre 22cm e 27cm de altura. Exemplos de bolsas do século XVI e XVII podem ser encontrados aqui.

Esse tipo de bolsa caiu em desuso no século XVII e XVIII, quando as mulheres passaram a usar um bolso por baixo do vestido e os homens tinham bolsos nos casacos.

Século XVIII:

Em 1729 ainda era usada a bolsa saco. Depois, os vestidos, anáguas e pannier passaram a ter uma abertura na lateral para que a mulher pudesse alcançar seus bolsos, que eram presos por fita ou cordão ao redor da cintura (por cima do stays). Esses bolsos quase sempre eram ricamente bordados, e em meados de 1799 era frequente as mulheres fazerem seus próprios bolsos. O V&A Museum tem um molde e tutorial de bolso aqui e você pode encontrar outro molde no Costume Close-up.

Diretório, Império e Regência:


Nesse período eram usadas as reticules (também chamadas de indispensable), que são bolsinhas pequenas feitas para serem carregadas na mão. As mulheres carregavam seus bordados nessas bolsas, que podiam ser feitas em vários formatos e materiais e eram bem detalhadas, muitas vezes possuindo bordados, franjas etc. Tem um molde de reticule aqui.

1850-1869


Ainda se usavam as reticules, e algumas revistas femininas publicavam seus moldes ou instruções, no caso das que são feitas em crochê, como essa aqui e essa outra.

1870-1889



Começaram a aparecer bolsos decorativos nas roupas, onde as mulheres carregavam relógios e até mesmo um guarda-sol.


        E assim se encerra a breve (ou brevíssima?)história  do bolso, rs. Espero que seja útil para alguém. Na verdade foi bem divertido pesquisar sobre, encontrei umas coisas engraçadas como essa

Fontes:

História Ilustrada do vestuário
Historical Sewing
The medieval tailor assistant


Caso alguém queira fonte de alguma das imagens que usei em montagens é só falar. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Recriação histórica: Receitas brasileiras do século XIX em Cozinheiro Nacional

 


Continuando meus estudos sobre Recriação Histórica, resolvi testar receitas que a minha persona faria, e  não foi muito difícil encontrar um livro que servisse a esse propósito, em menos de 5 min no google encontrei um livro de receitas digitalizado pela USP. A internet é uma coisa maravilhosa não?

O livro é o Cozinheiro Nacional, publicado no Rio de Janeiro em 1874-78 pela editora Garnier. A itenção dele é apresentar receitas com ingredientes nacionais, numa linguagem simples e de forma acessível a várias classes sociais.

Ele é bem extenso, e em cerca de 500 páginas tem receita de sopas , carnes, legumes, saladas e compotas, massas e sobremesas, métodos de conservação, frutas, pastéis, legumes, molhos e conservas. Ele também fala sobre instrumentos de cozinha, etiqueta à mesa, e apresenta cardápios para algumas refeições como ceias, jantares,banquetes etc.




Esse livro é um prato cheio não só pra quem se interessa pelo Brasil do século XIX, mas pra qualquer um que se interesse por culinária em geral. Ele pode ser lido na íntegra aqui e a página para baixar é essa.

Eu selecionei algumas receitas que pretendo testar, e pra postar aqui no blog eu atualizei a linguagem, sem mudar as quantidades, ingredientes e o nome das receitas. Quem quiser conferir a receita original pode encontrá-las no índice no final do livro.

Arroz cozido com leite — Cozinhe meio prato de arroz escolhido e lavado em uma garrafa de leite, com pouco sal e salsa. Depois de cozido e seco, coloque no prato e sirva, colocando um pouco de manteiga por cima.

Sopa de bolos de batatas —Depois de cozinhar, descascar e ralar algumas batatas, junte à sua massa três ou quatro gemas de ovos, um pouco de manteiga, e faça bolinhos para deixar ferver em um caldo de carne, pouco antes de ir à mesa.



Mingau de Paulista — Coloque em uma panela água, sal e uma colher de gordura e coloque sobre o fogo. Depois de ferver, coloque aos poucos quatro colheres de fubá fino já diluído em um pouco de água fria e uma folha de salsa. Depois de deixar cozinhar durante mais um pouco de tempo, retire a panela do fogo.



Sopa de cebola à mineira  — Corte uma ou duas cebolas em partes bem miúdas, para fritar em uma colher de manteiga até começarem a ficar coradas. Acrescente uma colher de farinha de trigo ou de fubá, e continue a fritá-las até ficarem cor de canela. Coloque água quente até que seja suficiente, ferva um pouco e sirva este caldo sobre farinha de mandioca ou fatias de pão.

Essa eu testei e achei uma delícia! Só acrescentei sal e aí tomei pura mesmo.

Batatinhas refogadas. — Pegue uma porção de batatinhas, descasque e corte em pedaços. Frite na gordura com uma cebola picada, um pouco de salsa, sal, pimenta e uma colher de farinha de trigo. Fique mexendo e acrescente uma garrafa de água. Deixe ferver e reduzir e depois sirva.

Batatinhas fritas. — Descasque uma porção de batatinhas, corte em pequenos pedaços e frite na gordura. Depois que elas ficarem bem torradas sirva, pondo um pouco de sal.

Batatas fritas à moda. — Corte algumas batatinhas em rodelas bem finas, passe-as na farinhas de trigo e sal, e frite na gordura ou manteiga. Depois que estiverem bem tostadas, sirva.

Outra que eu já testei e bem...é batata frita né? Eu só troquei a gordura pelo óleo.Passar na farinha parece que deixa ela mais crocante. Outra receita aprovada, rs.



Bananas guisadas. — Abra uma porção de bananas pelo meio, frite em pouca gordura, acrescente fubá mimoso, uma gema de ovo batida e uma xícara de leite gordo ou nata. Deixe ferver um pouco e sirva.

Feijão preto à moda dos colonos. — Tendo cozido o feijão, escorra a água. Em outra panela, frite na manteiga uma cebola picada com salsa e sal, e acrescente o feijão, esmague-o bem e sirva.

Lentilhas ensopadas. — Ferva uma porção de lentilhas em água e sal. Estando cozidas, frite em duas colheres de manteiga um pouco de sal e uma cebola picada. Junte as lentilhas com o caldo, uma xícara de vinagre e deixe ferver mais um pouco. Sirva.

Compota de bananas — Descasque e frite na manteiga uma dúzia de bananas. Depois de fritas, coloque em um prato, polvilhe canela em cima e sirva.


Arroz doce. — Ferva um prato de arroz escolhido e lavado em quatro garrafas de leite, meia libra de açúcar, sal e casquinhas de limão. Depois que o arroz estiver cozido e quase seco acrescente um pouco de água de flor.Coloque  no prato e polvilhe um pouco de canela moída. Sirva como sobremesa.



Panquecas de batatas. — Ferva uma porção de batatinhas, descasque e amasse  bem. Misture com uma colher de fubá mimoso, uma de açúcar, dois ovos batidos, uma colher de manteiga, sal, e meia xícara de leite, e proceda como já dissemos.


Espero que mais gente tenha se interessado por esse livro, achei interessante como muitas receitas são consumidas até hoje (como a batata frita), mas também pude conhecer receitas bem diferentes mas com ingredientes comuns (como a batata refogada).