Mostrando postagens com marcador rococó. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rococó. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Fazendo um robe a l'anglaise 1780s

    


    O robe a l'anglaise (também chamado de italian gown) é um modelo de vestido que ficou muito popular na europa a partir de 1776, e suas principais características são o corpete ajustado com recorte nas costas para modelar o corpo um vestido sem o uso de tantos enfeites como era a moda anterior. A silhueta da saia também é diferente, sendo mais arredondada e utilizando bumpads para armar. Era um modelo utilizado por diversas classes sociais e em vários tipos de tecido como lã, seda, algodão etc.

domingo, 15 de maio de 2022

Ensaio fotográfico: Traje Brasilis

Juliana Lopes - moda do século XVIII

    Para registrar o resultado final do meu projeto do Traje Brasilis, fiz um ensaio fotográfico. Por conta da pandemia fiquei um bom tempo sem usar trajes históricos e fazer isso de novo foi uma experiência ótima! Fiz essas fotos com a Adrielle Girodo (https://www.instagram.com/adriellegirodofotografia/), cujo foco na fotografia também é o resgate de outras épocas, o que acho que combinou super! Sem mais delongas, seguem as fotos, espero que gostem: 

traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

juliana lopes traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

juliana lopes traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

juliana lopes traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

juliana lopes traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

juliana lopes traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

Também fotografei com a minha chemise a la reine, que eu já tinha por aqui: 

juliana lopes traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

juliana lopes traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

juliana lopes traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

juliana lopes traje brasilis - moda brasileira do século XVIII

 Adorei tando essas fotos que já fico ansiosa pra fazer mais um ensaio assim. Quem sabe em breve? 

Até a próxima! 

    Ps.: Peço que não compartilhem as fotos sem minha permissão, por favor. Mas caso deseje é só entrar em contato e referenciar a mim e a fotógrafa.


sexta-feira, 30 de julho de 2021

Traje Brasilis: Fazendo um traje brasileiro 1780s

Fazendo um traje brasileiro 1780s

    Voltamos com atualizações do Traje Brasilis! Mudando um pouco a ordem proposta no Projeto de Pesquisa, irei começar com o relato de como eu fiz o traje exterior. Acredita-se que o Carlos Julião passou pelo Brasil durante a década de 1780s e o estilo das roupas também indicam isso. Pra fazer meu traje levei em consideração não só a ilustração do artista mas também peças semelhantes, encontradas em acervos de museus ou outras pinturas da época. Acompanhe como foi o processo: 


 Modelo e referências

Carlos Julião, prancha XXII
Carlos Julião

    A figurinha que peguei para reproduzir é a número 3, que está na prancha XXII. O traje é composto por saia, jaqueta, fichu, egangeantes, e o capote, além de acessórios menores. Ao que tudo indica, ele era o traje de uma mulher de classe média que vivia em um ambiente urbano. Na mesma página aparece a mesma personagem em diferentes trajes. 


Molde e corte: 

Molde jaqueta século XVIII
Digital Museum

    O molde da saia são dois painéis retangulares, como eram as da época. Na ilustração a jaqueta aparenta ter um recorte na linha da cintura, mas eu não achei exemplos de museus que tivessem um efeito parecido, então optei pelos babados formados a partir de nesgas. O molde da jaqueta é baseado em dois modelos de museus, o Digital Museum e o Victoria and Albert Museum. Tracei o meu baseado nesses dois, adaptando pras minhas medidas e acrescentando uma nesga na parte da frente pra realçar o efeito de 'babados'. 

    O fichu é um corte triangular, me baseei no molde do American Ducchess mas tive que aumentar alguns centímetros pra ficar como eu queria. O capote é basicamente um corte de 2m por 1,5m, drapeado no meu corpo com a ajuda de um cordão na cintura. 

    O molde das egangeantes foi desenvolvido por mim, baseado em alguns modelos de museus que foram preservados descosturados. 

Costura e acabamentos:

    A ideia era que o traje fosse o mais historicamente possível em seu visual, então todas as costuras externas foram feitas à mão utilizando pontos históricos, e as internas na máquina de costura para poupar tempo. 

Jaqueta

Jaquetas século XVIII
Digital Museum e Victoria and Albert Museum

    A jaqueta é feita em viscolinho, com forro em viscose. Montei a jaqueta primeiro aplicando as nesgas na parte da frente, reforçando por dentro com entretela e por fora com um reforço do mesmo tecido. Depois uni as laterais, passei a costura e apliquei a manga. O processo do forro foi o mesmo, mas acrescentei um pedaço maior de entretela e coloquei uma tira com ilhoses pra fechar com amarração na frente. Uni as duas partes à mão usando um ponto da época. 

Processo de costura jaqueta século XVIII


Saia 

saias século XVIII
Digital Museum, Modemuze

    A saia é feita no mesmo tecido que a jaqueta, e a construção é bem simples. Primeiro uni as laterais com costura francesa, deixando uns 20cm na parte de cima aberto pra alcançar o bolso, essa parte eu finalizei com pontos à mão. Depois pregueei a frente e costas para que cada parte ficasse um pouco maior que 1/2 da minha cintura, e então apliquei o cós e as fitas de gorgurão. A barra também foi feita à mão, em ponto corrido. 

Processo de costura saia século xviii

Fichu

Fichus
Met Museum e DeWitt Wallace Decorative Arts Museum 

    O fichu é feito em uma tricoline beeem levinha, e a única coisa que fiz foi fazer a barra nela, também usando ponto corrido à mão. 

Processo de costura lenço século XVIII


Capote/capelo 

Capotes e capelos açorianos século XVIII
Duche de Farney, Duche de Vancy, Carlos Julião

    Historicamente, os capotes açorianos seriam feitos em lã, mas escolhi uma viscose que tinha um aspecto semelhante a uma lã fria. Resolvi utilizá-lo de forma drapeada, como nas referências que vi. Fiz a barra no tecido e acabei nem fotografando o processo, e então drapeei no meu corpo na hora de vestir, usando um cadarço. 

Egangeantes

egangeantes século XVIII
Augusta Auctions, LACMA

    Para as egangeantes eu utilizei uma lese de algodão, já que minhas habilidades de bordado não eram suficiente para bordar o tecido do zero, rs. O molde foi feito à mão livre, levando em consideração o formato que eu via nas peças de museus e alguns testes que fiz para ver se o resultado me agradava. Então, cortei o molde no tecido e recortei os bicos da renda para simular um barrado bordado. Para fechar a peça, franzi a parte de cima, apliquei os punhos, passei um elástico por dentro e então fechei as laterais com costura francesa. 

processo de costura egangeantes século XVIII

    Os outros acessórios menores eram as pulseiras e colares de contas pretas, que fiz aqui passando as contas em fios de silicone, e colocando ganchos pra fechar o colar. No cabelo usei um retalho de tecido azul pra fazer uma faixa, costurada como um 'tubo'. 

Resultado final: 

Traje Brasilis - vestindo a moda do brasil do século XVIII

    Eu gostei bastante do resultado! Fiquei satisfeita com as escolhas que fiz, porque ainda que eu tenha tido que fazer escolhas que diferenciavam um pouco do desenho, me baseei em exemplos históricos então acho que ficou um conjunto plausível, consigo realmente imaginar que seria algo usado por uma mulher comum no Brasil do Século XVIII. O que eu mudaria é a jaqueta, que faria um pouco mais justa na cintura, e talvez aplicar as nesgas utilizando outra técnica. No mais, acho que valeu a experiência e não vejo a hora de poder usar esse traje em algum evento. 

    Espero que vocês tenham gostado! Em breve, terá um vídeo no meu canal mostrando também o processo, e outros conteúdos relacionados a esse projeto. 

Para saber mais: 

270 anos da presença açoriana em Santa Catarina  

Como uma mulher se vestia no século XVIII 

Recriação histórica aplicada à história da moda

Glossário: Saias e anáguas 

Principais referências: 

A History of Costume, Carl Köhler

American Guide to 18th century sewing, Abby Cox e Lauren Stowell

Costume in detail:1730-1930, Nancy Bradfield

Para vestir a cena contemporânea: moldes e moda no Brasil do século XVIII, Fausto Viana 

Riscos illuminados de figurinhos de brancos e negros dos uzos do Rio de Janeiro e Serro do Frio, Lygia Fonseca Fernandes da Cunha

1780s, The maids and mistresses short gowns - The Eye of the Needle 

A mulher do capote - Made in Azores 

Figurinhas de brancos e negros: Carlos Julião e o mundo colonial português - Teses USP

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Desafio de costura histórica #2: Stays 1780s

    O tema do Desafio de Costura Histórica desse mês é Silhueta e mais uma vez eu refiz alguma peça que eu já tinha no meu acervo. Dessa vez um stays 1780s. Desde a primeira vez que vi essa peça no acervo do V&A Museum quis fazer algo semelhante, mas de primeira eu não tinha encontrado um tecido parecido e por isso fiz uma versão em floral

stays século XVIII V&A Museum

Molde e corte:

molde stays rococo

    O molde desse stays está presente no Corset and Crinolines, da Norah Waugh, que passei pro papel com o auxílio de um projetor. Como eu já tinha feito um mockup anteriormente, pulei essa parte, já que eu sabia que o molde me serviria. Cortei o molde no tecido jacquard, entretela, brim e tricoline.  

paineis stays século XVIII

Costura e acabamentos:

    Após o corte apliquei entretela no tecido externo para que este ficasse mais reforçado. Depois uni os painéis, costurando o tecido externo junto do brim e o forro separadamente. Abri a costura no ferro de passar nas duas peças.

    Depois apliquei o soutache pra decorar a divisão dos painéis, marquei e costurei as canaletas e inseri as barbatanas - que dessa vez resolvi substituir abraçadeiras, um método que eu já vi algumas recriadoras utilizarem - e os cordões no decote. Depois uni a parte externa com o forro, deixando os avessos pra dentro. 

ilhós bordado à mão

stays século XVIII finalizado

    Então pliquei o viés em volta de toda a borda (definitivamente uma das partes mais demoradas, haha), bordei os ilhóses à mão e estava pronto! Depois foi só arrematar fios soltos e passar o cordão, de forma espiralada como na época. 

Resultado: 

    Eu fiquei bem feliz com o resultado! Realmente era uma peça que eu queria já fazia tempo e fiquei satisfeita de ter conseguido fazer algo pelo menos próximo do original. Foi interessante também observar as diferenças na costura e acabamento ao longo dos anos desde a minha primeira tentativa de fazer stays. 

Ficha do desafio: 

*Desafio: silhueta 
*Materiais usados: jacquard, entretela termocolante, brim, tricoline, viés de algodão, soutache e cordão acetinado. 
*Molde: do livro corset and crinolines, da Norah Waugh
*Data aproximada da peça de referência: 1780-89 
*Quanto tempo você levou nessa peça: Aproximadamente 17h
*Quando planeja usar: em breve! Assim que terminar o traje que estou fazendo no momento 
*Como foi feito: costuras gerais na máquina, alinhavos e ilhóeses feitos à mão 
*Custos aproximados do projeto: aproximadamente R$60, considerando que só tive que comprar o tecido externo, viés e as braçadeiras. O restante eu já tinha em casa. 

Referências: 

(exceto a do V&A Museum, todas foram fontes que utilizei anos atrás quando estava aprendendo)

A history of costume, Carl Köhler
Corset and Crinolines, Norah Waugh
V&A Museum http://collections.vam.ac.uk/item/O13864/stays-unknown/

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Desafio de costura histórica #1: Jarreteiras do século XVIII

jarreteiras bordadas do século xviii

    O primeiro tema do Desafio de Costura Histórica 2021 era 'roupas de baixo' e escolhi fazer uma jarreteira nova, mais histórica que a outra que fiz anteriormente, toda bordada à mão. Aqui nesse post você acompanha como foi a aventura, rs. 

Inspiração:

jarreteiras do século XVIII
    Para o motivo do bordado eu me inspirei bastante e em modelos da segunda metade do século XVIII, mas resolvi simplificar na hora de desenhar o meu porque eu não sou muito hábil em bordado. 

Pontos: 

pontos de bordado livre
    Antes de escolher o que iria utilizar treinei alguns pontos básicos do bordado livre, e a partir disso escolhi os que eu tinha mais facilidade pra compor o meu desenho. Utilizei o haste nos galhos, corrente nas folhar, nó francês nas flores pequenas e o ponto rosa na flor central. 

bordando as jarreteiras

    A montagem foi bem simples, e inclusive mostro aqui nesse vlog do canal:

   



Resultado:

jarreteiras bordadas do século XVIII

jarreteiras bordadas do século XVIII



Fiquei bem satisfeita com o resultado! Me surpreendi positivamente com o bordado, que apesar de amador ficou bem melhor que o que eu esperava, haha. Só achei a largura meio larga, numa próxima eu faria as jarreteiras mais estreitas. Mas ainda assim gostei. 

Ficha do desafio: 

*Desafio: roupa íntima
*Materiais usados: sarja, linhas de algodão para bordado, fita de cetim 
*Molde: desenho livre mesmo
*Data aproximada da peça de referência: segunda metade do século XVIII
*Quanto tempo você levou nessa peça: Aproximadamente 5h
*Quando planeja usar: em breve! Assim que terminar o traje que estou fazendo no momento 
*Como foi feito: bordado à mão e a montagem na máquina. 
*Custos aproximados do projeto: diria que R$3 porque só precisei comprar a fita, o restante eu tinha em casa. 

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Como uma mulher do século XVIII se vestia: parte II

Parte II: Os estilos usados no século XVIII


   Dando continuidade à série de posts sobre como uma mulher se vestia no XVIII, chegou a vez de falar sobre vestidos. Nessa época temos vários modelos, que não só foram mudando de acordo com a época mas também coexistiam, fazendo com que fosse possível observar vários estilos diferentes numa mesma década. Vamos conhecer alguns deles:

Mantua 


mantua século xviii
   Inicialmente chamado de robe de chambre no início do século, quando os vestidos eram mais soltos no corpo. Esse excesso de tecido passou a ser pregueado para dar formato ao corpete e formando uma cauda na parte de trás, dando origem ao mantua. Por ser um modelo usado na corte, o pannier estava presente. 


Volante (sacque)

vestido volante
   Foram mais populares entre 1700-1715, o vestido possuía duas variações de nome. Era cortado em duas peças - frente e costas - e as mangas possuíam pregas. Podia ser usado todo solto ou com uma faixa na cintura. O pannier continuou sendo utilizado para armar vestido.

Vestido de corte (grand habit)


vestido de corte século xviii
   É um dos modelos que mais vemos em retratos de nobres franceses. Suas principais características eram o corpete rígido pelo uso de inúmeras barbatanas, com mangas feitas a partir de babados de renda. Era imprescindível os grand panniers e uma cauda atrás do vestido. A peça era de uso obrigatório pela nobreza na corte.

Vestido à polonesa (robe a la polonaise)


vestido à polonesa século xviii
   Modelo que surge na segunda metade do século. Tinha o corpo mais solto e não possuía costura na cintura. Suas características principais consistiam em ser abotoado na frente, possuir uma abertura que mostra a saia de baixo e a parte de trás da saia repuxada formando três gomos drapeados, com mangas lisas e justas, seguindo a curva do cotovelo.

Vestido à inglesa (robe a la anglaise)


vestido à inglesa século xviii
    Aparece em 1770s com a anglomania que estava em voga na Europa. Era o vestido mais usado no cotidiano, por seu aspecto mais casual. O corpete do vestido - que agora era separado da saia - era cortado bem justo ao corpo. O volume da saia é distribuído por pequenas pregas e se concentram na parte de trás, e os panniers dão lugar a bumpads, que são pequenas almofadas usadas sob a saia para armá-la.

Vestido à francesa (robe a la française)


vestido à francesa século xviii
    O vestido à francesa é uma evolução do sacque, que perde seu volume. A parte da frente era aberta e alinhada à cintura, utilizado junto de um peitilho. Atrás, as sobreposições de pregas formam uma cauda. O vestido à francesa costumava ser ricamente decorado com pregas, babados, rendas, flores falsas e ornamentos variados.

Traje de Montaria


traje de montaria século xviii
   Era inspirado em peças do guarda roupa masculino e trazia versões de coletes e casacas, sendo combinados com chapéus do tipo tricórnio. Durante a segunda metade do século XVIII torna-se um item essencial no guarda-roupas feminino. O conjunto consistia de jaqueta, saia e muitas vezes colete. A parte de cima deixava a chemise ou uma uma camisa de montaria à mostra.

Chemise a la reine


chemise a la reine
   Popularizado na frança por Maria Antonieta, o vestido causou polêmica por se assemelhar a uma roupa de baixo. Era uma peça leve feita a partir de tecidos finos como a musselina e extremamente franzidos, as mulheres que vestiam chemise a la reine muitas vezes dispensavam o uso de stays ou outras armações por baixo

Casaquins

casaquin século xviii
   Inicialmente chamado de negligée, são vestidos à francesa ou polonesa curtos, na altura dos quadris, que se tornam populares na década 1770. O pierrot é a jaqueta mais justa no troco. O conjunto pode tanto ser feito inteiramente em um tecido só como ter as duas peças em cores diferentes.

Camponesa


jumps século xviii

   Altamente idealizado em pinturas bucólicas e utilizado até mesmo por Maria Antonieta no petit trianon, esse modelo costumava mostrar mulheres usando saias curtas, acompanhadas de coletes (jumps) que mostravam volumosas chemises. 


   Esse foi um guia visual para apresentar brevemente os estilos de vestidos mais populares no século XVIII, é possível para muito sobre cada um desses temas, mas fica pra um próximo post. Que outra época você gostaria que eu abordasse nessa série do 'Como uma mulher do século... se vestia'?

Referências:

História do vestuário no ocidente, François Boucher
The cut of women’s clothes, Norah Waugh
Para vestir a cena contemporânea, Fausto Viana e Isabel Italiano
Walking amazons, Cally Blackman
A modista do desterro: “Robe a la o quê?” - A Mantua inglesa
A Modista do desterro: Robe de cour - o uniforme da corte em versailles do século 18