domingo, 15 de maio de 2016

Traje Marie Antoinette (1780s)

Inspiração:



    Minha principal inspiração foi esse figurino do filme Maria Antonieta (2006). Eu tinha metros e metros de brim branco aqui em casa que não sabia como usar e esse traje pareceu ser uma boa saída. 


Underwear:


    Como rococó é uma época que eu ainda não tinha experimentado, tive que fazer todas as peças de baixo, para construir a base do traje. Nesse caso, utilizei stays, chemise, meias, jarreteiras, bolsos e bumpad. Escrevi um post detalhado sobre a pesquisa e construção dos stays, da chemise, das jarreteiras e do bumpad, clicando nos links você pode ver o post sobre cada um deles. As meias eram 5/8 e de fio 20, brancas. Os bolsos eu fiz a partir de um molde do V&A Museum, usando o mesmo tecido dos stays.



Jaqueta e saia:



    A saia é pregueada e construída como na época. São dois painéis e cada um deles é amarrado na cintura por fitas. Não fotografei o processo porque foi bem rápido de fazer, rs. O modelo dessa jaqueta se chama pierrot jacket, e eu fiz o molde a partir de um que tem no História do Vestuário, modificando algumas partes. Fiz primeiro um mock-up pra ver como a parte das pregas ficaria. A parte do corpo tem forro e barbatanas e na frente coloquei zíper. Não é historicamente correto, mas é prático, rs. 


Acessórios e cabelo:



    O chapéu eu fiz a partir de um chapéu desses de festa junina, que eu diminuí a copa e acrescentei um acabamento em viés e os detalhes de chiffon e flores falsas. Os babados da manga também foram feitos em chiffon e colocados à parte. No pescoço resolvi usar uma fita com pingente  e também acrescentei brincos porque senti falta de algo do tipo. Como meu cabelo estava comprido, seria impossível reproduzir o penteado do filme, então optei por coque + cacho, que também era usado na época. 


Resultado final:



    Eu particularmente não gosto de como esse traje ficou em mim. E não sei se gosto do resultado final como um todo. Como terminei ele apenas um dia antes da data que eu teria que usá-lo, acabei não fazendo muitas provas ou tendo tempo de ajustar bem ao corpo. A jaqueta está um pouco curta (uns 2 dedos acima da linha da cintura) e a saia ficou comprida demais, rs. Também não sei se brim foi a melhor escolha, porque acabou tirando um pouco da delicadeza que o traje deveria ter. Enfim, fiquei satisfeita com a construção e numa próxima pretendo melhorar esses aspectos que me desagradaram. 


Principais referências:

Saia:

http://koshka-the-cat.com/18c_petticoat.html
http://fashionablefrolick.blogspot.com.br/2011/04/threaded-bliss-tutorial.html

Jaqueta:

http://mantuadiary.blogspot.com.br/2011/06/striped-caraco-jacket.html
http://americanduchess.blogspot.com.br/2012/06/v178-1770s-polonaise-jacket-progress.html
http://americanduchess.blogspot.com.br/2012/05/v122-beginnings-of-polonaise-jacket.html
História do Vestuário, Carl Köhler (livro)

Outros:

http://thedreamstress.com/2013/03/tutorial-how-to-turn-a-straw-sunhat-into-an-18th-century-bergere/
http://costumersguide.com/ma28.shtml
The cut of women's clothes, Norah Waugh (livro)
https://br.pinterest.com/pin/523684262897085352/
http://www.vam.ac.uk/content/articles/m/make-your-own-pocket/

sábado, 2 de abril de 2016

Uma breve história da lingerie

    Resolvi falar sobre a história da roupa de baixo feminina porque acredito que a internet carece desse tipo de material, ainda mais em português. A intenção desse post é apresentar uma linha do tempo das peças que faziam suporte à silhueta de diversos períodos, apresentando as principais peças utilizadas por baixo dos trajes que vemos hoje em pinturas e museus. 

Origem

   Lingerie é uma palavra que vem do francês e define peças feitas em linge (tecido feito a partir de linho, algodão, nailon e afins, que geralmente são usados nas roupas de baixo). As roupas de baixo costumavam ser brancas para demonstrar limpeza, e eram peças trocadas frequentemente ao contrário dos vestidos que eram usados diversas vezes antes de serem lavados. Sua função era proteger o corpo do frio, criar um suporte para a silhueta desejada, auxiliar na limpeza, distinguir classes e também podia ter apelo erótico. 


Antiguidade


    Os primeiros registros de mulheres usando peças para cobrir especificamente os seios e regiões íntimas datam dos séculos III e IV a.C, na Sicília ; tratava-se uma espécie de banda de tecido nos seios usada junto de uma tanga.


Era Medieval



    Na era medieval a função da roupa de baixo era puramente utilitária. Por baixo dos vestidos as mulheres usavam longas camisolas de linho, chamadas de smock. Mais ao final do período essas peças passam a ter decoração como pregas e bordados, e uma modelagem mais ajustada ao corpo.

Renascimento/Era Tudor




    É no século XVI, com o renascimento as mudanças na moda que as roupas de baixo também ficam mais elaboradas. Além da smock (chamada de chemise pelos normandos e também de shift), que agora poderia ter a gola aparecendo por fora do vestido, foi introduzida no armário feminino o pair of bodies, que era uma espécie de corpete estruturado com barbatanas e fechada por meio de ilhós e cordões. Para manter a saia no formato cônico, o farthingale (peça semelhante à crinolina, porém com os aros presos a uma estrutura de tecido) tornou-se necessário, e junto dele também usava-se o bum roll (almofadas usadas ao redor do quadril).


Barroco



    Durante o período dos Stuarts (Inglaterra entre 1603 e 1714), as roupas de baixo femininas adquirem um caráter mais sensual, em contraste ao puritanismo vigente. A chemise era perfumada e novamente poderia ser vista por fora do vestido, assim como vislumbres da anágua. O pair of bodies continua sendo usado, agora mais enfeitados e com abas na parte de baixo. As anáguas mudaram de formato e o farthingale começou a ser abandonado. Drawers (calçolas) eram usadas por algumas francesas e o colete em épocas mais frias.

Rococó/ Era Georgiana:



    A chemise no rococó ia até os joelhos, com mangas até a altura do cotovelo. Podiam ser simples e justas ou amplas e com babados, e no início do século XVIII elas ainda podiam ser vistas em algumas partes do vestido. O pair of bodies evoluiu para o stays, que passaram a ser mais enfeitados e havia uma opção mais confortável e feita em tecido acolchoado: os jumps. Nas pernas (que tinham grande apelo sexual), as mulheres usavam meias acima do joelho e para prendê-las usavam jarreteiras. As anáguas eram enfeitadas para serem usadas com vestidos abertos, e as inglesas do final do período usavam anáguas acolchoadas por baixo de seus trajes. Para manter essa silhueta com volume nas laterias utilizava-se panniers ('cestas') ou bum pads (outro tipo de almofada para ser usada no quadril). Os bolsos faziam parte da roupa de baixo como uma peça a parte do vestido.

    Sobre stays eu já escrevi um post, que pode ser lido aqui, e sobre a chemise tem tutorial aqui. As Jarreteiras também foram comentadas aqui e os bolsos aqui.

Diretório



    Após a revolução francesa em 1789 a moda sofreu mudanças drásticas e, consequentemente, a roupa de baixo também mudou. Roupas demasiadamente volumosas e restritivas como as que eram usadas na corte foram abandonas, e consequentemente os stays e panniers também. O que surge são versões mais curtas dos stays, o short stays, e bum pads que continuam sendo utilizadas em alguns trajes. Após esse período de conflito roupas de baixo deixam de ser consideradas uma ferramenta de sedução e passam a ser vistas como algo supérfulo. O uso de drawers começou a ser popularizado por influência da Princesa Charlotte

Império/ Regência


    No início do século XIX, as roupas de baixo continuam sendo leves, sendo que muitas das peças eram dispensadas pelas mulheres. O stays voltam a ser longos porém estruturados com barbantes ao invés de barbatanas de baleia ou madeira. E sua função principal era elevar os seios já que o decote era valorizado na moda. As drawers podiam ter as pernas separadas (esse modelo era chamado de pantalettes) e não eram utilizado por todas. As chemises passaram a ser longas e sem mangas, geralmente sem muito detalhes. Camisas curtas e com golas enfeitadas (chemisettes) eram usadas por baixo do vestido na década de 1820 principalmente. E no início da década de 1830, algumas mangas eram tão volumosas que precisavam de suporte para manter seu formato.


Vitoriano inicial



    A Era Vitoriana se inicia em 1837, na Inglaterra. Novamente, conforme a silhueta muda na moda, as roupas de baixo precisam ser adaptadas. Nessa época as saias passam a novamente ser volumosas, realçando a cintura e necessitando de suportes como várias anáguas (acolchoadas, com babados, de cordão etc), até o surgimento da crinolina em 1851, mesmo ano em que surgiu a abertura por busk nos corsets, que passam a ter uma modelagem mais complexa, afinando um pouco mais a cintura* e realçando os seios. Nessa época também surgem peças como corset cover (para evitar que o corset marque sob a roupa) e ao invés de apenas uma chemise longa, a maioria das mulheres usa uma versão mais curta combinada com drawers, que tornam-se necessários a medida que por causa da crinolina as pernas podem ficar expostas de acordo com os movimentos que a mulher faz ao caminhar.

    Já fiz um tutorial de anágua de cordão aqui.


Vitoriano Tardio



    A partir de 1870 as saias passam a ser menos volumosas, concentrando seu volume na parte de trás. Essa mudança na silhueta exige que uma nova peça seja introduzida no guarda-roupa feminino: o bustle. Almofadas (agora bustle pads) continuam sendo uma alternativa mais confortável e acessível para dar o suporte necessário a saia. Corsets, corset covers (também chamadas de camisoles), e anáguas lisas ou com babados continuam sendo utilizadas, porém como alternativa à chemise e drawers surge a combinação, que é uma espécie de macacão sem mangas e na altura do tornozelo, com abertura no meio das pernas.

    É só no início do século XX que as roupas de baixo passam a mudar drasticamente e se parecer com que utilizamos hoje. Eu posso entrar em detalhes em algum período específico caso algum desses tenha ficado vago demais, e provavelmente escreverei outro post focando no século XX, que deixei de fora aqui para evitar um post excessivamente longo.

    * O uso de corsets na era vitoriana estava mais associado à questão de suporte e silhueta, com uma redução moderada da cintura. O objetivo da maioria das mulheres não era somente afinar a cintura como no tight  lacing.

    Ps.: A divisão de períodos foi feita de acordo com mudanças na Moda, e não na divisão clássica do estudo da História ou Arte.

Referências:

História do vestuário no Ocidente, Fraçois Boucher (livro)
Late 18th Century Skirt Supports: Bums, Rumps, & Culs
Lingerie Histórica, parte 1: farthingale e guardainfante 
Reflexões sobre a moda, vol. II, João Braga (livro)
The History of underclothes, C. Willett Cunnington (livro)
Uma breve história do espartilho, seus mitos e controvérsias

As imagens foram tiradas de diversos lugares, caso queria saber a fonte de uma em específico é só dizer. Priorizei artes da época e peças de museu para ilustrar os períodos. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Livro: Primeiras Impressões

"'É um conhecimento universal que o o homem, por mais apaixonado que esteja, não fica com uma mulher se a sua família o desagrada', reflete Liz"


     Qualquer semelhança com a frase de Orgulho e Preconceito não é mera coincidência. Primeiras Impressões é uma adaptação do clássico da Jane Austen, escrito por LRDO. Acredito que Orgulho e Preconceito dispense apresentações então falarei logo do Primeiras Impressões.

     Nesse livro, Liz Benevides é uma carioca que costuma passar suas férias junto de sua família em Búzios, a ilha onde seus pais possuem pousadas. Ela está voltando dos Estados Unidos após estudar literatura e trabalhar em uma livraria de seus tios. Darcy é um político americano que vem de uma família conservadora e está de passagem em Búzios por algumas semanas junto de seu amigo Charles, um ruivo simpático dono de uma rede de restaurantes e apaixonado por culinária exótica.

     Logo no início a autora apresenta os personagens, descrevendo as características que os definem  de forma adaptada para a atualidade. Temos a Liz como uma mulher sarcástica, inteligente e desconfiada. Darcy como um homem conservador e reservado, um Charles alegre e simpático, a amável Jane, e por aí vai... Mesmo quem não leu O&P anteriormente vai conseguir compreender bem a história porque a história é bem apresentada.

     Em Primeiras Impressões fica bem claro que Darcy e Liz tem uma certa química desde o começo, apesar de os dois não se entenderem bem em razão de terem personalidades e gostos diferentes. Foi uma boa sacada da autora ter acrescentado cenas em que há trocas de olhares, toques e afins entre os personagens porquefica bem mais crível, e em um romance atual isso é algo que faz falta.

     O livro é uma adaptação de fato, e cumpre essa função muito bem. Você não fica com a impressão de que o texto original da Austen foi copiado, apenas com umas alterações aqui e ali (o que foi exatamente o que achei de Orgulho e Preconceito e Zumbis, aliás). A história foi recriada, mas mantendo toda a essência da obra original, tanto da história quanto das características dos personagens.  Por exemplo, aqui temos personagens que trabalham, e as pessoas não pedem as outras em casamento após conhecê-las por algumas semanas apenas.

     A escrita é bem agradável, achei o livro envolvente e bem difícil conseguir largar enquanto eu o lia, rs. Recomendo a todos que gostam de um bom romance, independente de ter lido Orgulho e Preconceito ou não.

     Uma curiosidade: Primeiras Impressões foi o primeiro título que Jane Austen deu a sua obra, mas que depois resolveu mudar.

Sobre a autora:



Primeiras Impressões é o primeiro livro de LRDO, uma advogada brasileira apaixonada por literatura e cinema. Ela tem um blog, que pode ser lido aqui.

Sobre o livro:

310 páginas.
2015
Editora Kiron

O livro pode ser comprado na Amazon aqui  (ebook) ou no site da editora


sábado, 7 de novembro de 2015

Tutorial: anágua de cordão


     A anágua de cordão (corded petticoat) foi usada principalmente entre 1820 e 1850, antes da criação das crinolinas, para dar suporte às saias e vestidos vitorianos. Era usada junto de outras anáguas (como a recheada com crina de cavalo - quilted petticoat, com babados, etc) e o bumpad. Haviam diferentes formas de arranjar os cordões, assim como a espessura dos mesmos variavam. O comprimento em geral era no meio da canela.
   Exemplos de modelos históricos:
 

c.1828 Corset, Sleeve supports & corded petticoat

Apesar de ser uma peça que precisa de um pouco de paciência pra ser feita, é bem fácil e dá até pra ser feita à mão (como era na época).

Materiais:
  •  2,5m de tricoline ou algum outro tecido de algodão. Para que ficasse mais armado, eu usei um algodão já engomando onde vão os cordões e um comum na parte sem eles, para que ficasse mais confortável na hora de sentar.
  •  Cordão de algodão ou sisal. Quanto mais grosso o cordão, mais armado fica. Eu usei um rolo de aproximadamente 25m de um cordão de 10mm pra parte de baixo e  pra parte de cima uns 10m com um cordão de 8m
  •   1,10m de fita de cetim, gorgorão e afins.
  •  36cm de viés branco.
  • Sapatilha de máquina para zíper invisível
  • Linhas, giz ou lápis pra marcar o tecido, alfinetes etc.
As medidas e quantidades podem variar de acordo com o tamanho da pessoa.

Molde:

     O molde da anágua de cordão é bem simples - um retângulo - o que varia é o comprimento, largura, e distância entre os cordões. Quanto mais próximos os cordões, mais armado fica, e quanto maior a largura idem. Todas as medidas desse post são aproximadas, baseadas em alguém de 1,73 cm de altura e manequim 42. Caso você seja mais baixa algumas medidas precisam ser alteradas. 

     O molde abaixo é o que funcionou pra mim, e eu marquei essas linhas diretamente no tecido, após alguns cálculos e esboços.



     Os espaços em verde indicam onde o cordão deverá ser costurado, nesse caso, marque duas linhas com 3cm de distância entre elas, a cada 6cm.

     Abaixo uma tabela com medidas e materiais de anáguas de cordões da época:



Tabela por Historical Sewing.

Passo a passo:

1-  Primeiro trace as linhas do molde no tecido, para saber onde posicionar o cordão e onde costurar.
2-  Depois de trocar a sapatilha,posicione o cordão para costurá-lo entre o tecido. Repare como o lado da agulha precisa ficar rente ao cordão. Como eu não tenho certeza se a foto ficou clara, deixo abaixo um desenho ilustrando:




3-Agora é só costurar, prestando atenção pra manter o cordão dentro das linhas delimitadas, a costura deverá passar nessas linhas também.

4 - Chegando ao final da carreira recomendo que corte o cordão com uns 3 ou 4cm sobrando para fora do tecido, porque ele tende a desfiar.



5 - Terminada a costura dos cordões, agora é hora de juntar a parte com os cordões com a outra que vai na região do quadril, através de uma costura simples (se você esta usando somente um tipo de tecido, pule este passo).  A partir desse momento você já pode tirar a sapatilha de zíper  e colocar a comum.

6 - Faça a barra da parte com os cordões. Como eu deixei auréola do tecido embaixo, eu só dobrei uma vez e passei a costura.




7 -  Aplique o viés nos primeiros 15cm da parte superior da saia, pra dar acabamento. Não tenho foto do processo então vai mais um desenho:



8 - Costure as laterais deixando a parte com viés sem costurar, para que assim fique um abertura pra facilitar na hora de vestir. Para facilitar na costura, recomendo que deixe os cordões desalinhados como na foto:

 


9 -  Para fazer o cós é preciso dobrar a ponta do tecido como na imagem abaixo, e depois. Depois, usando um alfinete de segurança, passe a fita por dentro dessa canaleta que foi formada.





10 – E está pronta a sua anágua de cordão! Como o franzido da saia fica móvel na saia, você pode direcionar o volume de acordo com o efeito que pretende reproduzir.

   


domingo, 1 de novembro de 2015

Resumo das leituras de outubro - Halloween



   Eu adoro o Halloween! Além de gostar de praticamente qualquer ocasião que me permita usar roupas diferentes, amo as festas temáticas, as comidas decoradas etc. Em outubro perco a conta de quantas vezes trechos da música "This is halloween" ficam na minha cabeça.

    Dessa vez em outubro resolvi ler apenas livros com temáticas que combinem com halloween, ou seja: livros de horror, mistério, com seres sobrenaturais e bruxos. Me inspirei na Tatiana Feltrin, que sempre faz o mês do horror em seu canal.

    Não vou colocar sinopses ou resenhar os livros aqui, mas sim dizer o que achei de cada um deles, a intenção é ser mais direta mesmo. Caso queira ler a sinopse é só clicar no link do titulo do livro. Enfim, o que eu li esse  mês:

Quadribol através dos séculos (sinopse):

    Começando por um livro que trata sobre bruxos. Esse fala sobre Quadribol, o esporte mais famoso do mundo que a J. K. Rowling criou. Pra ser sincera quadribol nunca foi um esporte que me atraiu muito enquanto li ou assisti Harry Potter por isso foi o livro que deixei por último. Mas acabei me surpreendendo com o quão agradável é a leitura, a Rowling poderia escrever sobre grama e ainda assim eu acharia muito interessante. Além de agradável é um livro bem humorado e rápido de ser lido. Nota 3/5

Diários do vampiro - Almas Sombrias (Sinopse)

    Que. Preguiça. Eu já havia desanimado com o primeiro livro dessa nova trilogia, mas o segundo conseguiu ser ainda mais tedioso. Cheio de clichês, situações absurdas (como a Elena estar em um lugar equivalente ao inferno pra salvar o namorado e parar pra se arrumar e depilar, oi?) e partes desnecessárias. Acho que se não fosse o Damon e a Meredith seria insuportável ler essa série. Nota 2/5.

O cemitério (sinopse)

    De longe a melhor leitura do mês! Stephen King não me decepciona. Eu li o livro achando que a história seria uma coisa mas na verdade acabei me surpreendendo bastante! Gostei da forma como o terror aparecia de forma intercalada no livro, com partes mornas onde apenas coisas corriqueiras acontecem para de repente aparecer alguma cena bizarra e assustadora no meio. Isso me fez ficar tensa durante todo o livro, o que foi incrível. Nota 5/5.

Histórias de Horror (sinopse)

    Esse é uma coletânea de contos, sendo a maioria do século XIX ou do início do século XX. Mas ao contrário do que diz o título do livro não são apenas contos de horror, mas sim alguns com elementos sobrenaturais, de suspense e afins. Como eu esperava ler apenas contos assustadores acabei me decepcionando um pouco, mas destaco O Cirurgião de Gaster Fell, de  Sir Arthur Conan Doyle, e Os fatos no caso do Sr. Valdemar, do Edgar Allan Poe, pra mim esses foram os melhores. Nota 3/5.

O senhor das moscas (sinopse)

    Assim como O cemitério, é um livro que me surpreendeu positivamente, à medida que eu tinha imaginado que a história se desenvolveria por um caminho e o que aconteceu foi bem diferente do que imaginei. O livro passa uma certa apreensão, e conforme vemos  as mudanças que as crianças sofrem na ilha e a sua preocupação com monstros e tudo mais você acaba entrando na mente delas e se questionando sobre o que acontece de fato lá. Nota 3/5

Noite das bruxas (sinopse)

    Esse eu ainda não terminei, mas resolvi incluir no post porque é o único livro que está diretamente ligado ao Halloween, já que é como o livro começa, já que o crime acontece durante uma festa de Halloween. Até agora estou gostando.

    Bem, essas foram minhas leituras. Não costumo postar o que leio no mês mas achei dessa vez seria interessante já que todos os livros estavam relacionados de alguma forma. Espero que tenham gostado. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Recriação Histórica: comportamento e etiqueta do século XIX em Our Deportment, parte II

Parte 2: Encontros






    Continuando a série de posts sobre etiqueta (caso você não tenha visto o primeiro clique aqui), esse vai ser sobre as regras de comportamento relacionadas a encontros, incluindo assuntos como saudações, conversação, etc




Capítulo III: Apresentações



- Só apresente alguém que você conhece e sabe que é uma boa pessoa, para evitar problemas futuros.
- Se você está na casa de um amigo, as pessoas ali podem lhe ser apresentadas, pois já são vistas como repeitáveis, visto que seu amigo as convidou.
- Deve-se apresentar o homem à mulher, o jovem ao mais velho, e o ‘inferior’ ao superior.
- Ao apresentar alguém, dizer algo sobre sua ocupação é de bom tom, porque assim é possível introduzir uma conversa entre os dois convidados.
- Uma simples inclinação de cabeça já é o suficiente depois de ser apresentado, um aperto de mão é opcional.
- A mulher só deve oferecer sua mão caso o homem que lhe foi apresentado seja alguém estimado por quem o apresentou, ou caso ela seja a anfitriã e queira demonstrar cordialidade.




Capitulo IV: Saudações



- Na Inglaterra e na América existem três formas de saudar alguém: a inclinação, o aperto de mão e o beijo.
- Se você conhece a pessoa pouco, incline-se pouco. Inclinar-se ao conhecer ou reconhecer alguém é um importante sinal de boa educação. Junto da inclinação de cabeça deve-se dizer um ‘bom dia’ ou ‘como vai?’.
- Saudar alguém apenas com um sorriso não é algo bem visto.
- Entre amigos o aperto de mãos é o cumprimento mais usado. A mulher que deve oferecer sua mão, caso o homem seja seu amigo.
- O beijo é a saudação mais afetuosa e é dado somente em relações próximas e amigos queridos. O beijo é dado na bochecha ou testa, e nunca deve ser feito em público. O beijo na mão está praticamente obsoleto.








Capítulo VIII: Conversação 



- O caráter de uma pessoa é revelado numa conversa tanto quando qualquer outra qualidade que ela possua.
- Ter uma boa memoria é importante para manter uma boa conversa. Lembre-se dos nomes das pessoas, pelo menos.
- Para ter uma boa conversa é preciso ouvir atentamente, ser observadora, estudar e ter uma boa memoria.
- Ser um bom ouvinte é importante. Demonstre interesse no que te dizem e nas pausas diga algo que dê a entender o que você está entendendo o que o outro está falando.
- Evite gírias, exageros, uso de palavras estrangeiras, vícios de linguagem.
- Seja simpático e alegre.
- Elogie aqueles iguais a você ou numa posição abaixo, mas apenas se o elogio for sincero.
- Não seja pedante ou ostente um conhecimento.
- Evite perguntas impertinentes. Diga "Espero que seu irmão esteja bem" ao invés de "Como está a saúde do seu irmão?".
- Evite assuntos polêmicos.
- Não aponte os erros de linguagem dos outros.
- Não pergunte o preço das coisas que alguém está usando a menos que seja alguém próximo e por um bom motivo
- Não monopolize a conversa




Capítulo IX: Dando e indo a jantares



“O jantar deveria ser considerado uma das belas artes.” Apesar de jantares serem considerados entretenimento de pessoas casadas ou de meia idade, é sempre agradável ter jovens e solteiros entre os convidados.
- Os convites devem ser feitos por cartões entregues pessoalmente e com dois a dez dias de antecedência.
- Os convites devem ser respondidos assim que recebidos.
- Ser pontual é obrigatório, não chegue nem muito cedo nem muito tarde. 15 minutos é o máximo que se pode esperar por algum convidado.
- Um bom anfitrião deve garantir que a conversação seja mantida durante todo o encontro.
- Mantenha a boca fechada ao comer. E evite fazer barulhos enquanto come ou bebe.
- Você esta livre para recusar algo que lhe é oferecido para comer, mas não fique brincando com a comida depois que você a recebe.
- Não fique brincando com os talheres na mesa
- É uma marca da grosseria palitar ou limpar os dentes à mesa




    Essa parte relacionadas a encontros é bem extensa, afinal no livro tem capítulos dedicados a várias situações, de festas a velórios. Selecionei regras relacionadas a momentos mais corriqueiros, para não deixar o post demasiadamente longo.



domingo, 18 de outubro de 2015

1880's late victorian.

Traje da década de 1880 composto de saia, sobressaia e corpete feitos em tafetá, com detalhes em guipir, ambos feitos por mim. Como roupa de baixo uma combinação, bustle pad e anáguas feitos por mim, corset da Josette Blandchard e gargantilha da Empório Anacrônico, demais acessórios foram compradas e lojas comuns.

Principais inspirações: Penny Dreadful, Entrevista com o Vampiro, trajes de baile de 1880's.

Posts relacionados: Traje vitoriano tardio 1880s (mais sobre a inspiração e processo de costura).




Fotos por Valdeir Neto:



Fotos por Italo Vinícius:





Fotos por Cleusa Vargas:



Caso pretenda postar as fotos em algum outro lugar por favor me avise  e mantenha o crédito dos fotógrafos.